“Sempre fui a pessoa que some, que ignora, que não se importa. Nunca fiz o papel da pessoa que insiste, que prende, que implora, que sufoca. Sempre fui a pessoa que sentiu menos, que amou menos, que quis menos. Mas dessa vez foi diferente das outras, dessa única vez eu sinto vontade de ir atrás. Agora eu quero que tudo seja diferente. Eu abro mão de ser o vilão da história, o cachê de idiota apaixonado ta mais alto.”
Sean Wilhelm (via segredou)

“Queria ter te conhecido antes, muito antes, para que nenhum de nós dois tivesse medos ou cicatrizes. Queria ter estado com você quando seu coração descobriu o que era amor, quando seu corpo descobriu o que era desejo, e antes que pudesse sofrer eu estaria do seu lado te amando e me entregando, e juntos poder ter aprendido as lições da vida e do coração. Queria ter te conhecido quando suas esperanças começaram a nascer, quando seus sonhos ainda eram puros e seus ideais ainda ingênuos. Pena termos nos encontrado só agora, já com o coração viciado em outros amores, com uma imagem meio falsa do que é felicidade, do que é se entregar. Queria ter te encontrado numa nova vida, num outro tempo, em que não precisássemos temer o nosso futuro, nem nossos sentimentos.”
Autor Desconhecido. (via segredou)

“Suponhamos que a vida tivesse braços e pernas, cabeça e chatice de Obaporu. Suponhamos que o mundo também tenha aprendido a ceder. Suponhamos que nas quartas e quintas dimensões estejam papéis amassados de quartas e quintas séries, formando bibliotecas inteiras com um desprezo próprio do ser humano, incapaz de andar com carga tão pesada de leveza. Morrem os astros todas as noites e as estrelas mais brilhantes estão perto do fim. O universo cria gente pro mundo como se o mundo fosse metáfora. Só temos uma única escolha: sermos. A ironia e a injustiça estão aqui porque ainda assim fazemos a escolha errada. Monocromatismo maluco. Suponhamos que os mendigos sejam poetas que finalmente alcançaram a ideologia suprema da poesia. Alcançaram as estrelas, os sonhos, o tempo, a liberdade, a fome, a miséria, vivem e são a própria denúncia social, alcançaram o patriotismo porque o Brasil, meu Deus, o Brasil é deles. Suponhamos que a fome não exista, mas que a dor… seja comovente, de verdade. Suponhamos então, que os arco-íris, as pradarias, os feriados que não caem em finais de semana e as cores alegres sejam caminhos divergentes e passíveis de se tornarem opções, porque tudo aquilo que é potencialmente bonito, prazeroso e inocente só poderia nos fazer bem. O único problema da vida é que continuamos com os mesmos pés e as mesmas desarmonias nas tempestades, nos domingos românticos e nas paletas fúnebres. Alegres ou tristes, cinzentos ou com tons mais leves, vestido ou despudorado, voando ou despencando, somos aqueles amadurecidos em ninhos verdes. Ainda somos carne um pouco salgada demais, imprestável pra criaturas que não tenham o desespero como fonte primária de sobrevivência Somos assim, comida de famintos, que se famintos não fossem, fariam a dieta e a seleção necessária para que nós nunca chegássemos a envenenar a humanidade de criaturas superiores que não sabemos quem são. Suponhamos, assim, que a Terra girando em volta do próximo eixo seja alguém que perdeu o amor próprio e está apenas tentando encontrar. Encontrar-se. Suponhamos que as estrelas sejam buracos e que por trás da noite esteja a luz infinita que não pode nascer para que o Sol venha cumprir seu papel todos os dias e secar as lágrimas, as esquinas, e a cachaça jogada na calçada daquela rua onde os bêbados brincam com seus próprios moinhos. E que dos românticos sobrem doentes mentais incuráveis, e que se descubra, finalmente, que a única prisão que suporta seus corações são caixas torácicas. Que nosso drama seja comprovado pela medicina, e que se alguém triste é capaz de ganhar diagnóstico de tristeza, remédio contra tristeza, tratamento contra tristeza, suicídio a favor da tristeza… Que os felizes também morram por suas felicidades, também apodreçam por seus erros, que os apaixonados também pulem de pontes e que não pareça loucura. Que se diga, no atestado de óbito: é loucura, morreu porque quis. Não foi por depressão, não foi por drama, não foi por amor, não foi a vitória régia apaixonada pela Lua, não foi Narciso. Foi porque quis e ponto. Suponhamos que o homem tenha o direito e o dever de ser só homem e vetar a existência quando bem entender, sem multas e correções. Talvez se faça um documentário sobre gente que é doente de amor. Talvez, no lugar do documentário, a matéria ganhe espaço numa revista de horoscopia. Quem sabe? Suponhamos que tudo não seja uma farsa. Suponhamos que não, que não seja uma farsa. A vida é só uma questão de acreditar que se está vivendo.”
Cinzentos    (via segredou)

“Relacionamentos acontecem. Você não precisa forçá-los. Tampouco apressá-los. Pessoas ficam juntas porque querem, no momento em que decidem juntas. Querer já é muito e ajuda a eliminar algumas dúvidas. As dúvidas existem porque pensamos nelas. E tudo está sujeito ao engano. É incontrolável. Como evitar cair em relações de dependência? Seja responsável por você: pensamentos, sentimentos e atos. Parece banal, mas não é. Não tente impor ao outro sua responsabilidade com relação a você mesmo. Ele gosta de você, mas não é tão responsável por você assim. Você responde por você, ele responde por ele. Amor não se cobra. Atenção também não. Carinho muito menos. Tenha isso em mente. Não tenha a obrigação de corresponder às expectativas do outro em todos os momentos. Ele as criou. Não o obrigue a corresponder às suas expectativas em todos os momentos. Você as criou. A moeda da culpa é muito alta. Não se culpem à toa. Não usem chantagens baratas, usem as mais elaboradas, em momentos oportunos. Não somos animais de estimação: não tentem se domesticar. Não somos animais selvagens: não tentem se enjaular. Não estejam nem queiram estar presentes na vida um do outro o tempo todo. Ninguém nasce com duas sombras. E quando estiverem longe, não se liguem toda hora. Todo mundo pode esperar. Na vida é bom saber detectar o que é urgência de fato. O resto é controle. Não ligue antes de dormir para saber onde ele está com a desculpa “só liguei pra dar boa noite”. Você não é mãe dele e vocês não têm 12 anos. Só liguem quando quiser, ou precisar, e não porque ele quer que ligue. Não deixem que os monstros da comunicação instantânea assombrem. Um SMS não respondido imediatamente, uma ligação sem retorno, ficar um dia sem se falar: não foi nada! Vocês não precisam checar o celular um do outro, fuçar as redes sociais, ter acesso aos e-mails pessoais. Quem inventou essa loucura? Não se controlem a ponto de ficarem com preguiça de se ver. Não aceite ser a polícia, o juiz ou o algoz de que você gosta. Sejam, menos ainda, vítimas um do outro. Não façam planos vitalícios com ninguém. E não se culpem por isso. Conversem sobre tudo, mas não discutam todos os lados da relação sempre. Incentivem-se, mas não virem o senso de direção um do outro. Não faça surpresas demais, não agrade demais. Ele não é seu filho único. Repito, que se vocês estão juntos é porque querem estar. Isso já é tão belo. Tenha assuntos e amigos pessoais, ele não deve ser seu único assunto e interlocutor. É sempre bom ter o que fazer na vida. Trabalho e lazer. É recomendável ter muitas coisas para pensar, como ideias e viagens. Hoje você vai sair sem ele e tudo bem. Amanhã ele vai viajar sem você e tudo bem. Hoje você vai encher a cara com seus amigos. É sempre bom. Depois de amanhã vocês podem ir ao cinema juntos! Então saibam se divertir juntos. E saibam se divertir um sem o outro. Não se violentem. A tortura é uma técnica menor. Pode dormir na casa dela, mas lembrem-se: você não mora lá. Pegação não é flerte. Flerte não é paixão. Paixão não significa romance. Romance não é namoro. Namoro não é casamento. Casamento não é virar uma pessoa só. Duas bocas, oito membros, duas cabeças, dois corações, dois organismos que só se comunicam com o mundo usando verbos na primeira pessoa do plural. Isso é mutação. Briguem por motivos reais. Tenham ciúme por motivos reais. 90% dos casos os motivos não são reais. Você tem passado. Ele tem passado. Ciúme do passado é motivo irreal. Você tem seus segredos. Ele tem os segredos dele. Respeitem-se. Aprendam a ensinar que respeito não envolve hostilidade. Tudo isso não quer dizer que ele tem outra pessoa, que você se apaixonou por outra pessoa ou que vocês se gostam pouco. Tudo isso vai fazer vocês gostarem mais um do outro. Antes de você existir na vida dele ele já existia. Existir não é tarefa fácil. Tem que deixar a existência arejada, sempre, pra poder existir ao lado de alguém. Mais disposto e com mais vontade. Que bom que você chegou na vida dele. Mas ele não nasceu de novo. Tudo vai se adaptar ao novo cenário. Tenham paciência. É exercício. Tentem cortar as ilusões de domínio: não funcionam com territórios, não funciona com conhecimento, nunca vai funcionar com pessoas. Isso adia os finais trágicos das relações possessivas. E torna as relações mais inspiradoras. Essas duram mais. No pós-romance as pessoas não precisam explicar tanto. Elas estão juntas porque querem. Isso basta. Fim.”
Pedro Bial.  (via segredou)


“Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa.”
A Culpa é das Estrelas.  (via segredou)


“Sou assim, complicada, como um labirinto. Quando as pessoas acham que estão conseguindo chegar até a saída dele, se perdem. Se surpreendem comigo, ao notar o quão misteriosa sou eu. Tenho mania de confundir as pessoas, talvez não seja mania, mas sim uma proteção. Sim, proteção. Não suporto a ideia de que alguém me “entende”, pois não gosto de ser entendida por ninguém, embora eu sempre esteja em busca de alguém que possa me dizer: “Eu te entendo, sei como você se sente” e que não seja da boca pra fora.”
Camila Cardoso (via versificar)

“Valorize os pequenos momentos, porque são eles que vão virar grandes lembranças.”
invocado. (via invocado)

“Só quem tem o poder de te fazer sentir viva, pode fazer você se sentir morta. Só quem arrepia cada centímetro do seu corpo e faz você sentir o sangue bombear num ritmo charmoso, é capaz de estragar o mundo quando parte. Só quem tem o poder de tornar o mundo leve e fazê-la flutuar, também pode afundar sua noite e fazer com que seu corpo se arraste pelos restos que sobraram da festa.”
Tati Bernardi.   
(via versificar)


“diário de uma epilética - foda-se o c’est la vie:
não é a vida
sou eu
o trânsito
o café
os pênis cerebrais
as camas tridimensionais
a rapidinha no banheiro
o erro
a procura
a vadia
o vilão
é o mundo girando
é o sol
nunca a vida
nunca ela sozinha
a vida é você
é você.”
moscou, 1821   (via frasesmalfeitas)

“Foi então que eu resolvi, já que não poderia ser a mais gostosa por uma questão de nascimento, nem a mais inteligente por uma questão de preguiça, ser a mais estranha e a mais engraçada. Hoje eu sou assim, estranha e engraçada. Falo besteira o dia todo, faço todo mundo rir, imito os outros, uso roupas estranhas, tenho estranhas constatações a respeito da vida. Faço caretas ridículas, posso deixar de ser fina num segundo se falar escatologias ou falar putarias para divertir uma mesa qualquer de amigos. Mas de verdade eu só queria que alguém falasse para mim: ei, você é bonita, para de se expor tanto, pode ficar quietinha, pode fechar o decote, pode parar com esse riso nervoso, tô reparando em você, você é bonita.”
Tati Bernardi (via versificar)

“Tira a maquiagem pra que eu possa ver aquilo que você se esforça pra esconder, agora somos só nós dois, já podes parar de fingir. Mas cala essa boca e me diz com o olhar quem era você até me encontrar? Se agora és diferente, e que eu fiz que te fez mudar? Eu lembro dos lábios tremendo ao dizer “Eu não vivo sem você”. Então diga que não vai sair da minha vida, diga que não passa de mentira quando dizem que o amor morreu. Tira essa roupa pra que eu possa ver que não há uma arma tentando se esconder, o mal vive num lar perfeito e sem infiltração. E tira o cabelo da cara e me diz se por um segundo quiseste me ver feliz ou se és o meu destino tentando me dar outra lição. Eu lembro de cerrar os punhos pra dizer: “Eu não amo mais você”. E diga que não volta mais pra minha vida, e que a nossa estrada é bipartida. Esquece o dia que me conheceu. Então diga que nem todo dinheiro dessa vida não vai comprar de volta acolhida no peito de quem já foi todo seu. A casa é minha, mas pode ficar. Eu volto amanhã e não quero mais te enxergar, faça as suas malas e nunca mais volte aqui e eu juro pela vida da mãe e do pai, ciente do peso da expressão “nunca mais”, volte a oferecer teu corpo a quem preferir, viver ao lado de quem não tem nada pra dizer. Confesse pra mim de uma vez, mas diga que nunca foi feliz nessa tua vida, teu texto, teu sorriso de mentira. Pode enganar a todos, não a mim. Então diga que essa mão que acena na partida, por tantos idiotas pretendida é a mesma que decreta o nosso fim. Assisto ao teus passos como a um balé, quem vais usurpar agora que ninguém te quer? A verdade demora mas chega sempre sem avisar e o grito contido no teu travesseiro ecoa nos lares do mundo inteiro. Não tira esse rímel, pois hoje quero vê-lo borrar.”
Fresno.  (via estremecida)